Vini Jr. teve mais um daqueles surtos que já viraram marca registrada e, convenhamos, cansativa. No clássico contra o Barcelona, o atacante do Real Madrid transformou o jogo num espetáculo particular de chiliques, gestos e cara feia. Parece que o garoto ainda não entendeu que ser protagonista não é gritar mais alto nem brigar com o vento.
Desde antes da era “Virginia”, Vini já tinha um ego do tamanho do Maracanã. Agora, parece que quer disputar espaço nas manchetes não pelos gols, mas pelos rompantes. Reclama de tudo, provoca todo mundo e ainda acha que o mundo está contra ele. Quer ser herói, mas vive interpretando o papel de vítima.
A torcida, que já sonhou ver nele a faísca do hexa, hoje olha e se pergunta: é isso que vai levar o Brasil de volta ao topo? Difícil. Futebol se joga com talento e cabeça fria, duas coisas que ele parece deixar no vestiário cada vez que pisa em campo com o ego inflado.
Enquanto não entender que craque de verdade é quem resolve com a bola no pé, e não com chilique no rosto, Vini vai continuar sendo só mais um personagem barulhento de um futebol que precisa de menos estrelismo e mais entrega. Porque, no fim das contas, se não baixar a bola, vai ser apenas isso: um Zé Mané com chuteira cara e fama passageira.








