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Combustível vai subir? Saiba se disparada no mercado global vai influenciar valor no país

A alta nos preços do petróleo no mercado internacional tem acendido um novo alerta para consumidores e economistas sobre possíveis aumentos no preço da gasolina e do diesel no Brasil. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a recente valorização do barril de petróleo Brent — impulsionada pela escalada do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos — tende a se refletir mais rapidamente nas bombas brasileiras do que se imaginava.

De acordo com a entidade, uma parcela significativa dos combustíveis comercializados no país é produzida por refinarias privadas ou importadores independentes, que ajustam seus preços com base nas cotações internacionais e em ciclos semanais de reajuste. Esse modelo contrasta com a política de preços da estatal petrolífera brasileira, que tenta evitar repasses imediatos de variações externas aos consumidores.

Enquanto o mercado global registra disparada superior a 10% nos contratos de petróleo Brent nos últimos dias, reflexo direto das tensões no Oriente Médio e de desafios logísticos como a redução no tráfego pelo Estreito de Ormuz, analistas já apontam que essa pressão deve aumentar o custo dos combustíveis no Brasil. Estudos recentes destacam que a gasolina no país ainda negocia acima da paridade internacional, o que cria espaço para reajustes nos postos caso a cadeia de importação absorva parte dessas alterações externas.

A Petrobras, principal refino de combustíveis no Brasil, tem evitado repassar imediatamente as oscilações internacionais aos seus preços internos, adotando uma avaliação mais ampla do cenário econômico e logístico antes de decidir sobre eventuais altas. A estatal afirma que não há risco de desabastecimento ou interrupção das importações por enquanto e que mantém alternativas logísticas para mitigar o impacto das crises geopolíticas.

Por outro lado, importadores e refinadores privados alertam que, independentemente da política de preços da Petrobras, o repasse da alta do petróleo às bombas pode ocorrer em semanas, especialmente em regiões atendidas por polos privados ou por combustíveis importados. Os custos adicionais com frete e seguro marítimo — resultantes de restrições de tráfego em rotas estratégicas — também contribuem para encarecer ainda mais o processo de importação.

A combinação desses fatores coloca em foco a delicada relação entre o mercado internacional de petróleo e os preços dos combustíveis no Brasil, e levanta preocupações sobre os impactos no bolso dos consumidores num cenário global de instabilidade geopolítica.

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