Três anos depois, o 8 de janeiro continua sendo uma ferida aberta na história do Brasil. Não foi “baderna”, não foi “protesto exagerado” e muito menos um passeio de patriotas mal informados. Foi uma tentativa de golpe de Estado, televisionada, documentada e assumida por quem invadiu, depredou e tentou destruir os símbolos da democracia brasileira.
Foi tão grave que acabou levando à prisão e condenação de um ex-presidente da República, hoje confinado a uma sala da Polícia Federal, com mais de 27 anos de pena nas costas. Algo inimaginável há poucos anos virou realidade porque os fatos foram maiores que as narrativas.
E não dá mais para fingir que “eram só velhinhos com a Bíblia na mão”. Lá estavam idosos e jovens, negros e brancos, pobres e ricos, todos cometendo crimes: vandalismo, invasão de prédios públicos, tentativa de subversão da ordem, associação criminosa e até planos para eliminar autoridades. Democracia não se defende quebrando tudo nem pedindo intervenção militar.
O 8 de janeiro escancarou o que acontece quando a mentira vira método político e o ódio vira combustível. Gente comum foi transformada em massa de manobra para um projeto autoritário que não aceitava perder eleição.
Que este “aniversário” não seja só uma data no calendário, mas um alerta permanente. Que o Brasil jamais volte a flertar com o golpismo, com a violência política e com a ideia absurda de que armas, gritos e vandalismo substituem o voto.
Porque democracia não se invade. Se respeita. E quem tentou destruí-la precisa responder por isso, doa a quem doer.








