2025, para o torcedor do Atlético, é para esquecer. Começou e vai terminar errado. A falta de planejamento, investimentos altos e equivocados, atrasos salariais e dívidas não pagas resumem um pouco do que foi o caos do Atlético no ano, que pode ficar ainda pior: após o título mineiro, falou-se em Libertadores e possibilidade de título brasileiro, o que, na prática, foi totalmente oposto. O Brasileirão foi um delírio coletivo administrativo e a Libertadores, bem, essa foi adiada. Em 2026, se bobearem mais, nem Sul-Americana vai ter, o que mostra o quão tenebroso foram esses 365 dias.
Ano iniciado com Cuca, vitória local, mais um título estadual na sequência e a euforia tomou conta da torcida e de boa parte da imprensa, inclusive de fora de Minas Gerais. O Atlético era apontado como postulante ao título e, no mínimo, conseguiria uma vaga na Libertadores. Mas foram muitos fatores que mudaram a rota da equipe, inclusive problemas administrativos e financeiros. Para completar toda a lambança, um sócio – afastado do quadro do clube recentemente – foi preso, acusado de vários crimes financeiros. Uma bagunça total, que teve, em alguns momentos, falas de dirigentes e de donos do clube, em total descompasso com a realidade. Rubens Menin chegou a afirmar que o grupo era forte, ótimo e competitivo. Paulo Bracks falou outras situações inócuas e até jocosas.
Isso tudo, somado às brigas de jogadores com a torcida em Assunção, no Paraguai, quando o Atlético perdeu o título para o Lanús, time muito fraco, mas que conseguiu seus objetivos dentro de suas limitações.
Restou ao torcedor atleticano sonhar com um G-8 que, se acontecer, não irá contemplar o alvinegro. Aliás, se perder o próximo jogo, contra o combalido Vasco, que só tem perdido nos últimos jogos – à exceção da partida contra o virtual rebaixado Internacional – corre risco de ficar ali, na porta do Z-4, se salvando por questão de saldo de gols. Para um time que possui uma folha salarial de quase R$ 20 milhões… é muito pouco.
Vai reestruturar dentro da realidade financeira do clube para 2026 e ter os pés no chão? Menin disse que “vai investir mais em 26”. Mas investir muito e mal não é lá muito bom, certo? 2025 deveria servir de exemplo. No entanto, o maior problema do Atlético pós-2021 é ter a absoluta certeza que seus jogadores, ainda que já com idade avançada, são eternos e craques, que da noite para o dia a torcida vai pagar a dívida de 1.8 bilhão e que sua história fala por si. Futebol é simples: mistura investimento, assertividade, capacidade, bom ambiente, negócios e matemática. Quando algo disso desanda, o resto vai junto, em efeito dominó.
O primeiro passo para 2025: enxugar a folha, pagar dívida, reformular elenco e não olhar para Campeonato Mineiro. Mas, para isso, é preciso sair das nuvens, pousar, olhar o caixa e sair de Nárnia.








