Foi confirmado em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte, um caso de gripe aviária em uma galinha mantida em ambiente doméstico, longe de granjas comerciais.
O diagnóstico foi formalizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em 26 de julho de 2025, sendo até o momento o único foco ativo da doença em Minas Gerais
Segundo as autoridades, a ave infectada fazia parte de uma criação de subsistência, sem vínculo com a produção industrial de aves. Em resposta, a Prefeitura de Esmeraldas atua em estreita parceria com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e os órgãos municipais de Saúde e Meio Ambiente.
O subtipo identificado — Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), possivelmente H5N1 — é altamente letal entre aves e requer ação imediata para evitar contaminação.
Contudo, as autoridades garantem que não há risco de comprometimento das exportações brasileiras de carne de frango, nem impacto sobre a produção comercial, já que os casos detectados não estão relacionados à avicultura industrial.

Este é o primeiro registro de gripe aviária em galinha doméstica no estado. Em maio, Minas Gerais registrou outros focos em aves ornamentais — um ganso, um irerê, um pavão e um cisne-negro — na cidade de Mateus Leme.
Na ocasião, o governo estadual decretou emergência sanitária e medidas preventivas, incluindo quarentena para funcionários e descarte de ovos provenientes de granjas do Rio Grande do Sul.
No Brasil, estima-se que existam 185 focos ativos de gripe aviária desde maio de 2023, sendo a maioria entre aves silvestres ou domésticas em ambientes não comerciais. O número de focos confirmados no país se estende desde aves ornamentais até criações rurais de subsistência
Embora preocupante, a ocorrência em uma criação doméstica reforça a necessidade de vigilância e prevenção contínua, sem gerar pânico, mas mantendo a atenção sobre os riscos zoonóticos e de saúde pública.








