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Ministro do Turismo avalia saída do governo após ultimato do União Brasil

O prazo de 24 horas dado pelo União Brasil para que seus filiados entreguem cargos no governo federal termina nesta sexta-feira (19). A medida pressiona diretamente o ministro do Turismo, Celso Sabino, único representante da sigla no primeiro escalão da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A expectativa é que Sabino se reúna ainda hoje com Lula, no Palácio da Alvorada, para comunicar sua decisão. Inicialmente, o desembarque do União Brasil estava previsto para outubro, mas foi antecipado após denúncias que relacionaram o presidente do partido, Antonio Rueda, ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Reportagens publicadas pelo UOL e pelo ICL apontaram que uma testemunha da investigação da Polícia Federal sobre crimes no setor de combustíveis e no mercado financeiro teria associado Rueda ao uso de aviões ligados à facção criminosa. O dirigente negou qualquer envolvimento e afirmou ter colocado seus sigilos bancário e fiscal à disposição do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Em meio à repercussão, o União Brasil divulgou nota acusando o governo de interferir nas apurações para fragilizar a imagem do partido. “Tal coincidência reforça a percepção de uso político da estrutura estatal visando desgastar a imagem da nossa principal liderança e, por consequência, enfraquecer a independência de um partido que adotou posição contrária ao atual governo”, diz o texto.

Impacto político

A possível saída de Celso Sabino pode ter reflexos diretos na disputa eleitoral de 2026. Deputado federal licenciado pelo Pará, ele comanda o Turismo em um momento estratégico para o estado, que sediará a COP 30, Conferência Climática da ONU marcada para novembro de 2025 em Belém. A articulação em torno do evento pode fortalecer sua projeção política e abrir caminho para uma eventual candidatura ao Senado.

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