O Clube Atlético Mineiro resolveu protagonizar mais um capítulo constrangedor fora de campo e, desta vez, sem direito a VAR. A derrota na Justiça na tentativa de barrar o uso do nome “Galo da Madrugada” por um bloco de Carnaval é daquelas que fazem o torcedor coçar a cabeça e perguntar: isso é falta do que fazer?
Quem, em sã consciência, achou que esse processo teria alguma chance de sucesso? O Atlético parece ter confundido o Judiciário com a CBF, aquela mesma que, sem pudor algum, reconheceu como “Campeonato Brasileiro” um torneio de 1937 com seis times, entre eles a Liga da Marinha. Mas, surpresa: juiz não apita por escudo nem por pressão de arquibancada.
Pela lógica tacanha que orientou essa aventura jurídica, o Azeite Gallo, a Missa do Galo e até o galão de água do mercadinho da esquina estariam cometendo grave atentado à “marca”. Daqui a pouco vão querer royalties de qualquer outra coisa que mencione o nome. Por favor, o mundo não gira em torno de você, Clube Atlético Mineiro! Acorda pra vida!
Enquanto isso, o clube afunda em dívidas, tropeça em campo e vira piada fora dele. Ao invés de gastar tempo e dinheiro tentando monopolizar uma palavra que existe muito antes da fundação do Atlético, talvez fosse mais prudente pagar as contas, organizar o futebol e montar um time que honre a própria história.
Mas não: preferiram brigar com um bloco de Carnaval. Perderam. E ainda saíram fantasiados de ridículo. No fim, o Galo da Madrugada desfilou, a Justiça fez seu papel e o Atlético ficou, mais uma vez, como motivo de chacota nacional.








