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Tarifas de Trump contra o Brasil: o que muda a partir de agosto

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta quarta-feira (9), por meio das redes sociais, uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — a mais alta entre as novas medidas tarifárias divulgadas até agora.

Na publicação, Trump acusou o Brasil de promover “ataques” contra empresas de tecnologia norte-americanas e de conduzir uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. As tarifas fazem parte de uma série de notificações enviadas por Trump desde segunda-feira (7), nas quais os países afetados têm até 1º de agosto para firmar acordos comerciais que evitem a cobrança.

Na segunda rodada de notificações, além do Brasil, outros sete países foram incluídos: Argélia, Sri Lanka, Filipinas, Iraque, Líbia, Brunei e Moldávia.

Trump justificou as medidas com o argumento de que os Estados Unidos precisam ampliar sua capacidade de produção em setores estratégicos, como defesa antimísseis, aviação, construção naval, munições, semicondutores e data centers. “O cobre é o segundo material mais utilizado pelo Departamento de Defesa”, destacou.

Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, também pelas redes sociais, que qualquer aumento de tarifas contra o Brasil será respondido de forma recíproca. Lula também criticou possíveis tentativas de interferência externa no sistema judiciário brasileiro.

Vale lembrar que Trump e Lula já haviam se desentendido no início da semana, após o norte-americano comentar sobre o julgamento do ex-presidente Bolsonaro.

Das 22 cartas enviadas por Trump a países ao redor do mundo, incluindo aliados comerciais como Japão e Coreia do Sul, a que foi destinada ao Brasil impõe a tarifa mais elevada. Nesta quinta-feira (10/7), a reação do mercado foi forte, com o dólar atingindo o patamar de R$ 5,60.

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