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O futebol sendo debatido à superficialidade

O que importa, no Brasil, hoje, é falar da cor da camisa da Seleção Brasileira. Aliás, da provável cor, vermelha, que vem circulando na mídia e, também, nas redes sociais. Um assunto muito importante, aliás, diante da atual realidade do futebol brasileiro, que há mais de 20 anos vem colecionando vexames.

Falemos da cor da camisa! Afinal, é somente disso que a Seleção – única cuja grafia é com inicial maiúscula no mundo – precisa. Temos um futebol organizado, uma Confederação Brasileira extremamente competente, um VAR minucioso, uma arbitragem ótima e nenhum atleta envolvido com apostas. Certo? Obviamente não! O futebol brasileiro é uma bagunça e não é discutindo superficialidades que vamos deixar as coisas melhores.

O assunto se tornou tão importante, que deputados já querem barrar a possível camisa vermelha. Tudo por causa da cor, por ser algo que, em tese, faz alusão a um partido. Será mesmo que política tem que se meter em decisões de uma entidade privada, que é a CBF? Certamente não. Mas aproveitando o alarde que tomou conta do país, alguns deputados querem surfar na “onda”, mesmo sendo uma marolinha.

Para discutir o futebol no Brasil, isso passa muito por outros aspectos, que não uma camisa. Inclusive, a tal camisa vermelha seria a de número 2. Mas nem assim o pessoal enxerga o que precisa. Em vez de pegarem o “touro pelo chifre”, estão vendo uma boiada passar e, literalmente, a vaca indo para o brejo. Mas a pensar que num país onde se prefere jogar o sofá pela janela  – ao suspender árbitros ruins quando erram vergonhosamente por algumas rodadas – , uma vaquinha indo para onde sempre foi não é nenhum exagero.

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João Vitor Viana

João Vitor Viana é jornalista formado, advogado e pós-graduado em marketing

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