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Morte durante carreata em Sete Lagoas leva à abertura de sindicância

A Guarda Civil Municipal de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais, instaurou uma sindicância para apurar a morte de um caminhoneiro baleado por um agente da corporação durante a tradicional Carreata de São Cristóvão, realizada no fim de semana em homenagem ao padroeiro dos caminhoneiros.

Segundo a versão apresentada pela Guarda, o evento seguia normalmente até que, na parte final do percurso, agentes identificaram pessoas consumindo bebida alcoólica e colocando em risco a segurança de crianças, idosos e demais participantes. Diante da situação, os guardas teriam orientado o encerramento da carreata.

Nesse momento, ainda conforme a corporação, um caminhoneiro desobedeceu a ordem de parada, furou o bloqueio montado pelos agentes, invadiu a calçada e acelerou o veículo em alta velocidade. Ele teria sido perseguido e, durante a fuga, atropelado um dos guardas. A reação do agente culminou em disparos contra o motorista, que foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital municipal. Uma mulher também foi atingida por um dos tiros, mas está fora de perigo.

A versão oficial, no entanto, tem sido contestada por testemunhas. Populares que presenciaram a cena alegam que o caminhoneiro foi baleado antes de atropelar o agente da Guarda Civil, o que levanta dúvidas sobre a condução da abordagem.

Com a repercussão do caso, a sindicância aberta pela corporação busca esclarecer os detalhes da ocorrência, incluindo a dinâmica dos fatos, a atuação dos agentes e a veracidade dos relatos apresentados.

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