A rodada do Campeonato Brasileiro foi péssima para os mineiros. O Cruzeiro, líder até então da Série A, tropeçou em casa, perdeu para um fraco time do Ceará e deixou à mostra uma série de problemas, principalmente o elenco curto e o cansaço. A fadiga evidente de alguns jogadores, como Romero e Lucas Silva, principalmente, deixaram o meio-campo bem mais lento que o convencional, a recomposição defensiva frágil e determinantes para uma derrota, o que não ocorria há 16 jogos oficiais. O alerta foi ligado, principalmente para a diretoria, que com janela aberta, ainda não contratou nenhum jogador que pudesse chegar e agregar de imediato. No próprio elenco, nota-se desconfianças com algumas peças, como Walace, Japa, Kenji e outros, que poderiam, por exemplo, ou começarem ou entrarem durante a partida, mas acabaram sendo preteridos.
O Cruzeiro até pareceu que poderia golear de cara, com o goleiro do Ceará entregando o gol para Kaio Jorge. Na frente, o time não conseguiu manter nem ampliar o placar. Era o típico jogo que não se pode perder pontos. Não apenas não pontuou, levando a virada, como ainda viu, mais tarde, o Flamengo vencer o rival, Atlético, que chegou à tarceira derrota seguida, despencou na tabela para a 13ª posição e ainda vê, no retrovisor, outras equipes chegando (Grêmio e Vitória). Aliás, o Atlético até que tentou. Mas, talvez pelo mesmo problema do Cruzeiro, elenco curto e, pior, com problemas financeiros gravíssimos e dívidas que a cada dia aumentam e levam atletas à justiça – ou às notificações extrajudiciais -, a fase não ajuda e a tendência é que não melhore.
Já o América vive uma crise existencial imensa. Se antes quando acreditávamos que o América poderia ir, subir e ele decepcionava; agora não acreditamos e ele atende às expectativas. Mais um jogo sem vitória e, pior, aproximando de uma forma absurda do Z-4. Se entrar, não sai. Depois que o presidente Alencar disse que o elenco que ele mesmo montou era ruim, fraco e pediu desculpas, o time foi de mal a pior. Sobrou para o antigo técnico e, possivelmente, vai acabar sobrando para Enderson Moreira. O foco do Coelho, agora, é não cair e planejar 2026. Se cair, vai ser aquela draga – já vivida pelo clube – e que ele próprio demorou a sair.








