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Moraes e Dino votam pela condenação e apontam Bolsonaro como líder de tentativa de golpe

No último dia 9 de setembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a etapa decisiva do julgamento que acusa o ex-presidente Jair Bolsonaro de liderar um esquema para tentar impedir a transição democrática após sua derrota nas eleições de 2022. O ministro Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar, declarando que Bolsonaro foi o “líder de uma organização criminosa” responsável por dar início ao processo que culminou na votação sobre sua responsabilidade direta pelo golpe.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino acompanhou o relator Alexandre de Moraes e também votou nesta terça-feira pela condenação de Jair Bolsonaro e demais sete réus por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.

O que foi apresentado na argumentação de Moraes:

  • Bolsonaro, segundo o ministro, orquestrou, desde 2021, uma campanha intensa de desacreditar o sistema eleitoral eletrônico e manipular a opinião pública com desinformação — os chamados atos de “projeto autoritário”.

  • Após sua derrota em outubro de 2022, teria apresentado um rascunho de decreto que visava reverter o resultado das eleições. Também teria buscado apoio das Forças Armadas e orquestrado, segundo o tribunal, uma onda de violência política que culminou nos atentados às instituições em 8 de janeiro de 2023.

Com base nessas evidências, Moraes votou pela condenação de Bolsonaro e de outros sete réus, incluindo oficiais militares e ex-ministros. A defesa, por sua vez, rebate, alegando que “planejar não é executar”; isso significa que, mesmo que houvesse discussões sobre um golpe, Bolsonaro “ordenou a transição de poder” e não efetivou nenhum ato ilegal.

(*) Em atualização

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