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“Com a Boca no Mundo”: Suzane von Richthofen vira inventariante do tio. É… Brasil, né?

Se tem algo que a vida de Suzane von Richthofen adora fazer é pisar onde ninguém imagina que ela possa pisar de novo e, agora, a Justiça de São Paulo, com aquele jeitinho todo formal de leis que não perdoam nem acolhem, deu a ela as chaves da herança milionária deixada pelo tio. Sim, você leu direito: a mulher que foi condenada por mandar matar os próprios pais em 2002, um crime que chocou o país e entrou para os anais do true crime brasileiro, agora é inventariante de um espólio estimado em cerca de R$ 5 milhões.

A decisão da juíza Vanessa Vaitekunas Zapater, da 1ª Vara de Família e Sucessões do Foro Regional II de Santo Amaro, foi tão fria quanto técnica: pelos critérios da ordem sucessória do Código Civil, sobrinhos têm prioridade sobre primos e, Suzane, foi a única que realmente se habilitou no processo. Mesmo com seu passado criminal anexado à história como se fosse um detalhe burocrático que “não interfere juridicamente”, ela agora é quem vai cuidar da papelada, listar bens, responder por contas e administrar um patrimônio que pode incluir imóveis, veículos e contas bancárias.

O mais bizarro nessa novela familiar é que essa nomeação acontece em um cenário onde a própria prima e possível ex-companheira do tio desconstrói essa lógica na prática, já que ela registrou ocorrência acusando Suzane de ter levado itens da casa do falecido sem autorização judicial. Sacos de sofá, máquina de lavar, carteira com documentos e dinheiro… tudo virou motivo de boletim de ocorrência enquanto o processo ainda nem terminou.

E, claro, impossível falar de Suzane sem lembrar do passado que a tornou tristemente famosa: em 2006 ela foi condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os pais em São Paulo, num crime cuja motivação central foi justamente a ganância por uma herança. Na época, o tio Miguel, a mesma pessoa cujo espólio ela agora administra, tentou excluir Suzane da sucessão familiar, declarando-a indigna de qualquer participação nos bens da família. Não só não conseguiu como deve ter visto a história dela virar um filme de streaming.

O desfecho? Uma mulher cuja história já foi marcada por violência familiar agora está legalmente no comando de uma herança milionária, com a Justiça estalando os dedos para dizer que lei é lei, mesmo que a ironia pareça ter escrito o enredo inteiro. Se não conseguiu de um jeito, conseguiu de outro… até aqui. É o Brasil!

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