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Análise: empate no Castelão e adeus ao título; foco na Copa do Brasil

O Cruzeiro saiu do Castelão com um empate que diz mais sobre o que deixou de fazer no campeonato do que sobre o que produziu diante do Ceará. Ao igualar o placar por 1 a 1, o time celeste não apenas desperdiçou a chance de seguir vivo na briga pelo título, como também selou matematicamente o adeus à taça. Um fechamento amargo para quem, em vários momentos da temporada, parecia capaz de incomodar os líderes.

A frustração aumenta quando se olha para o jogo. O Cruzeiro chegou a balançar a rede duas vezes, mas ambos os gols foram corretamente anulados por impedimento. Faltou precisão no detalhe, justamente o detalhe que separa quem disputa o topo de quem apenas sonha com ele, ainda que com pequenas chances ao final do campeonato. Do outro lado, o Ceará, limitado e pressionado pela luta contra o rebaixamento, aproveitou uma de suas poucas chances e abriu o placar no segundo tempo. Frieza que o Cruzeiro não teve quando poderia ter matado o jogo.

O empate veio em um lance fortuito, um gol contra que devolveu alguma justiça à partida, já que a Raposa criou as melhores oportunidades. E, verdade seja dita, o duelo ficou aberto até o fim: tanto o Cruzeiro poderia ter virado quanto o Ceará poderia ter conquistado uma vitória salvadora.

Após o apito final, Leonardo Jardim tentou transformar frustração em meta: “o Cruzeiro tem que brigar por pódio daqui pra frente”. É um discurso correto, mas que também serve como alerta. Se quer realmente se consolidar entre os protagonistas, o clube precisa transformar volume de jogo em resultado, principalmente contra equipes que estão na parte de baixo da tabela, o que prejudicou, assim como a arbitragem durante todo o Brasileirão. São aqueles detalhes que hoje fazem falta. Se bem que arbitragem não é lá um detalhe…

O empate no Castelão não apenas tirou o Cruzeiro da corrida pelo título; expôs que a equipe ainda precisa de frieza diante de equipes tecnicamente inferiores, até para assumir o papel que precisa voltar a almejar. Enquanto isso, o Ceará segue respirando por aparelhos no campeonato.

O Cruzeiro, no entanto, segue vivo na Copa do Brasil, taça da qual é o maior campeão e que, agora, volta todas as suas apostas.

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João Vitor Viana

João Vitor Viana é jornalista formado, advogado e pós-graduado em marketing

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