As pegadas deixadas pelos astronautas nas missões Apollo, realizadas entre 1969 e 1972, continuam visíveis na superfície da Lua até hoje por uma razão simples e ao mesmo tempo fascinante: lá praticamente não existe atmosfera. Diferente da Terra, a Lua não possui ventos, chuvas, rios ou qualquer outro agente natural capaz de desgastar, apagar ou mover o solo com o passar do tempo. Assim, marcas feitas no solo lunar permanecem quase intactas por milhões de anos.
A superfície da Lua é coberta por uma camada de poeira fina chamada regolito, formada ao longo de bilhões de anos pelo impacto de meteoritos. Quando os astronautas caminharam sobre ela, suas botas comprimiram esse pó, criando marcas profundas e bem definidas. Como não há clima nem erosão, essas pegadas não sofrem desgaste natural. Na Terra, uma simples brisa, uma chuva ou o crescimento de plantas apagariam qualquer rastro em poucas horas ou dias — na Lua, isso não acontece.
Outro fator importante é a ausência de atividade geológica significativa. A Lua não possui placas tectônicas ativas como as da Terra, nem vulcões em erupção ou terremotos frequentes que pudessem alterar sua superfície. O terreno lunar muda muito lentamente, apenas quando é atingido por meteoritos, que são os principais agentes de transformação por lá.
Mesmo assim, ao longo de milhares ou milhões de anos, essas pegadas acabarão sendo apagadas. Pequenos impactos de micrometeoritos atingem constantemente a Lua e, pouco a pouco, vão “misturando” o regolito. Porém, esse processo é extremamente lento. Por isso, as marcas deixadas pelos astronautas ainda permanecem preservadas, funcionando como uma espécie de cápsula do tempo da exploração espacial.
As pegadas na Lua são, portanto, não apenas vestígios físicos de uma conquista histórica da humanidade, mas também um lembrete de como o ambiente lunar é diferente do nosso planeta. Elas continuam lá, praticamente intactas, testemunhando para sempre os primeiros passos humanos fora da Terra.
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