O Cruzeiro deu um importante passo para se classificar às semifinais da Copa do Brasil, competição da qual é o maior vencedor. Com um sonoro 2 a 0, principalmente pelo segundo tempo, a Raposa deixou a Arena MRV num silêncio ensurdecedor que, ao final, virou um coro de xingamentos para com o time da casa, com a comissão técnica e com os donos da SAF. De feio, por parte da comissão alvinegra, o destempero e desequilíbrio de alguns membros, caso de Eder Aleixo, que parece nunca saber perder e, aos berros, desferiu palavras inócuas e outras, óbvias, como “isso não acabou aqui”. Claro, caro Éder. Há mais um jogo. Isso está na regra da competição. O que não está é ficar berrando com adversário após o apito do árbitro que, dessa vez, não quis ser o astro da partida como outros de outrora.
Em campo, um primeiro tempo bem equilibrado, com chances dos dois lados. A zaga celeste e a alvinegra, no entanto, se fizeram superiores aos ataques adversários. No segundo tempo, os donos da casa sucumbiram à qualidade e ao empenho do Cruzeiro, que construiu a sua vitória com jogadores, inclusive, recentemente convcados para a Seleção Brasileira. Fabrício Bruno marcou um golaço. Kaio Jorge, após passe do próprio Fabrício, aumentou. Fez o K na Arena, que agora viu não apenas uma, mas três vitórias celestes em cinco jogos.
A vitória foi maiúscula, de um time gigante. As briguinhas de quinta série das partidas anteriores deram espaço – ainda bem – a um jogo bem jogado. O Cruzeiro, principalmente no primeiro tempo, retardou, sim, algumas saídas de bola, mas nada acintoso. Mas isso não gerou pisão em braço, dedo na cara, cartão vermelho, empurrões. Isso ficou para um certo dirigente, que ele mesmo não respeitou os próprios cabelos brancos nem a superioridade do adversário. A classificação foi encaminhada, mas não definida. Em três semanas saberemos quem passa. Chances maiores para o Cruzeiro, que não é de perder tanto, muito menos por dois ou três gols.








