Os clubes mineiros começaram 2026 visando se reforçarem e, ao mesmo tempo, se reorganizarem financeiramente dentro de seus planejamentos. A venda do lateral Guilherme Arana pelo Atlético ao Fluminense e o empréstimo de Gabriel Barbosa, o Gabigol, do Cruzeiro para o Santos, são movimentos que vão além do aspecto esportivo: são decisões estratégicas para abrir espaço financeiro e permitir que os dois gigantes de Minas avancem com força no mercado.
No caso do Atlético, a saída de Arana representa o fim de um ciclo vitorioso, mas também alivia consideravelmente o orçamento. Com isso, o clube já se movimentou e anunciou a contratação de Renan Lodi para a lateral-esquerda, reforçando um setor que era tratado como prioridade pela comissão técnica. Além disso, o Galo está próximo de confirmar a chegada de Juninho Capixaba, jogador versátil e que pode atuar tanto como lateral quanto mais avançado pelo lado do campo, ampliando as opções táticas do elenco para uma temporada que promete ser exigente.
Na Toca da Raposa, a decisão de liberar Gabigol por empréstimo ao Santos também tem forte impacto no planejamento. O alto salário do atacante, que não conseguiu se firmar como titular absoluto em 2025, agora vira margem de manobra para o Cruzeiro investir. Fala-se em até seis reforços. A diretoria celeste trabalha com a ideia de montar um elenco mais equilibrado e competitivo, buscando peças pontuais para elevar o nível do time que quer brigar por títulos em 2026.
Além dos alvos já mapeados, o clube mantém atenção às oportunidades de mercado, como o atacante Chico da Costa, que agrada pelo custo-benefício e pelo perfil de jogador de área. Assim, tanto Atlético quanto Cruzeiro mostram que, mais do que contratar, é preciso saber vender e negociar bem. Em um futebol cada vez mais impactado pelas finanças, abrir espaço na folha salarial virou tão importante quanto acertar em campo.








