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Região Centro-Sul de BH está um perigo!

A Região Centro-Sul de Belo Horizonte contabilizou 10.874 furtos entre janeiro e outubro deste ano, o que representa uma média de 36 ocorrências por dia, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Moradores e frequentadores da área relatam sensação constante de insegurança.

Na tarde deste sábado (27), o inspetor de qualidade Felipe Campos teve o carro arrombado enquanto acompanhava a esposa internada em um hospital no bairro Serra. Ele havia estacionado na Rua Edgar Coelho e, ao retornar, encontrou o vidro quebrado e o interior do veículo completamente revirado.

“Eu não deixei nada à vista, nada que chamasse atenção. Mesmo assim, reviraram tudo e ainda tentaram abrir o porta-malas. A gente fica com muito medo”, relatou.

Em toda a capital, foram registrados 54.958 furtos nos dez primeiros meses do ano. Quase 20% desse total ocorreu na Região Centro-Sul, que lidera os índices de criminalidade patrimonial. A Savassi aparece no topo do ranking, com 2.057 ocorrências, seguida pelo bairro Serra, com 941, e Floresta, com 939 registros.

No bairro Cruzeiro, um prédio residencial foi alvo de criminosos na última semana. Imagens de câmeras de segurança mostram um dos suspeitos arrombando o portão de entrada, enquanto outros três invadem o edifício. O grupo entrou em dois apartamentos, de onde levou joias, dinheiro e um revólver calibre 38 que estava guardado em um maleiro. Cerca de 40 minutos depois, os quatro deixaram o local carregando bolsas e sacolas.

Moradora do Cruzeiro há mais de duas décadas, a advogada Júlia Andrade Macedo afirma que os furtos são recorrentes. “Isso acontece o tempo todo. Muitas vezes, dá para ouvir da janela o barulho de vidro de carro sendo quebrado”, contou.

O engenheiro civil Bruno Passacampo, que também vive na Região Centro-Sul, diz que a rotina mudou por causa da violência. “Principalmente à noite, tento andar mais rápido e fico sempre olhando para trás, observando quem está por perto”, afirmou.

A reportagem procurou a Polícia Militar para comentar os dados e os casos registrados, mas não houve retorno até a última atualização.

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João Vitor Viana

João Vitor Viana é jornalista formado, advogado e pós-graduado em marketing

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