Mesmo com previsão de chuva e temperatura máxima em torno de 24 °C, a Praia da Estação completa 16 anos neste domingo (18/1) com uma edição marcada para começar às 14h, no centro de Belo Horizonte. Além de antecipar o clima do Carnaval, cujo calendário oficial tem início no dia 31, o evento deste ano assume também um caráter de protesto.
O movimento se posiciona contra o Projeto de Lei 574/2025, que tramita na Câmara Municipal de Belo Horizonte e trata da requalificação da área central da cidade e de bairros do entorno, com foco no estímulo ao mercado imobiliário. Entre as medidas previstas no texto está o incentivo a obras de retrofit, voltadas à modernização de edifícios antigos.
A proposta é defendida pelo Executivo municipal, que argumenta que as mudanças podem atrair novos moradores para o centro e contribuir para a redução de problemas de mobilidade urbana. Segundo estimativas da prefeitura, apesar da renúncia de tributos como IPTU e ITBI — que pode chegar a R$ 267,6 milhões em quatro anos —, a arrecadação decorrente das intervenções urbanas pode alcançar cerca de R$ 653 milhões no mesmo período, gerando um saldo positivo aproximado de R$ 385 milhões.
Por outro lado, parlamentares e movimentos sociais contrários ao projeto afirmam que a proposta foi elaborada sem ampla participação popular. Eles alertam para o risco de aumento da especulação imobiliária e para a possível descaracterização de bairros como Concórdia e Lagoinha, tradicionalmente ligados a manifestações culturais populares, incluindo o Carnaval de Belo Horizonte.








