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Passagens aéreas partindo de BH ficam até 74% mais caras para as férias de julho

Com a chegada das férias escolares, os viajantes que ainda não se programaram para julho podem enfrentar um cenário menos favorável: os preços das passagens aéreas saindo de Belo Horizonte aumentaram significativamente. Um levantamento divulgado nesta semana pelo buscador de voos Viajala aponta que os bilhetes com embarque no Aeroporto de Confins estão, em média, 30% mais caros para destinos nacionais e 22% para internacionais nos meses de julho e agosto de 2025, em comparação com o ano anterior.

Entre os cinco destinos mais buscados pelos belo-horizontinos, três registraram aumento nos preços. Apenas Salvador e Porto Seguro, na Bahia, apresentaram queda. Veja a comparação dos valores médios de ida e volta com os preços de 2024:

  • Porto Seguro (BA): R$ 857 — queda de 18% (R$ 1.045 em 2024)

  • São Paulo (SP): R$ 322 — aumento de 6% (R$ 304 em 2024)

  • Salvador (BA): R$ 611 — queda de 27,5% (R$ 845 em 2024)

  • Caldas Novas (GO): R$ 2.720 — alta de 57% (R$ 1.730 em 2024)

  • Rio de Janeiro (RJ): R$ 391 — alta de 74% (R$ 225 em 2024)

De acordo com Luísa Dalcin, diretora de comunicação do Viajala, os destinos de praia continuam liderando as buscas, com destaque para Porto Seguro, Salvador e Rio de Janeiro. Já Caldas Novas, embora sem litoral, atrai turistas pelas águas termais e clima mais ameno no inverno.

Outros destinos em alta:

  • Maceió (AL): R$ 1.585 — alta de 60%

  • Belém (PA): R$ 999 — alta de 55,5%

  • Curitiba (PR): R$ 769 — alta de 49,5%

Por outro lado, algumas cidades registraram queda nos preços e se tornaram opções mais acessíveis para quem ainda planeja viajar:

  • Ilhéus (BA): R$ 684 — queda de 50%

  • Brasília (DF): R$ 422 — queda de 26%

  • Campo Grande (MS): R$ 844 — queda de 22,5%

  • Recife (PE): R$ 934 — queda de 18,5%

Vitória (ES), tradicional destino entre os mineiros, não apareceu entre os mais buscados. Segundo o Viajala, a ausência pode estar relacionada à preferência por outros meios de transporte, como ônibus ou trem.

Por que os preços subiram?

Especialistas apontam múltiplos fatores para o aumento no valor das passagens aéreas: o dólar em alta, o preço elevado do combustível e a baixa concorrência entre companhias aéreas no Brasil. Atualmente, apenas três empresas operam voos domésticos no país, o que é considerado insuficiente até mesmo para os padrões da América Latina.

A crise no setor também influencia. Com pedidos de recuperação judicial, devolução de aeronaves e redução de frotas, a oferta de assentos diminuiu, pressionando os preços para cima. A suspensão das operações da companhia Voepass, após um acidente, também afetou a malha aérea nacional.

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