O Atlético voltou da Argentina com mais do que uma eliminação: trouxe na bagagem a constatação de que perdeu a chance da temporada. A queda para o Lanús na final da Copa Sul-Americana frustrou o sonho de Libertadores e expôs um time que, embora tecnicamente superior, aceitou o jogo do adversário, um rival teoricamente inferior, mas que soube conduzir a partida com maturidade. Nos pênaltis, deu Lanús. Hulk, Biel e Victor Hugo desperdiçaram, e o Galo viu a vaga escapar em câmera lenta.
Durante os 120 minutos, os goleiros quase não trabalharam. O Atlético produziu pouco e, quando produziu, desperdiçou. Biel perdeu duas chances incríveis, daquelas que mudam o destino de um jogo. Hulk, visivelmente irritado, discutiu mais do que jogou e reclamou de tudo, da marcação ao gramado. Do outro lado, o Lanús foi cirúrgico: segurou, cadenciou e, no fim da prorrogação, ainda assustou, mostrando que estava mais lúcido na partida.
A eliminação pesa também no contexto da temporada e financeiramente, haja vista que a participação na Libertadores é muito lucrativa, assim como o título da Sul-Americana. No Brasileiro, a chance de pré-Libertadores existe, mas é pequena. O Atlético agora torce até para o rival: se o Cruzeiro vencer a Copa do Brasil, abre-se uma nova vaga para brasileiros na Libertadores. É a matemática que resta a um time que precisava fazer o básico e não fez.
O Galo caiu porque não se impôs, não acelerou e não soube decidir. O Lanús entendeu o que o jogo pedia. O Atlético, não. E pagou o preço. Será que 2026 é de Sula de novo? Até aqui, é o que se sabe…








