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O afastamento de Ednaldo é apenas a ponta do iceberg do combalido futebol brasileiro

Quem é o presidente da CBF? Hoje é um, amanhã, outro. Essa bagunça, que é conhecida por CBF, a cada dia se mostra pior. Algo que reflete o que é o próprio futebol brasileiro, composto por uma grande massa de clubes caloteiros, VAR desprezível, arbitragem, de forma geral, muito ruim, e um sistema de gerência incompetente. Fora outros aspectos, que passam por contratos estranhos, convocações que mais parecem ser feitas à base de alucinógenos, entre outros aspectos, que nem cabem citar. Nesta quinta-feira (15/5), o presidente Ednaldo Rodrigues foi afastado pela justiça do cargo.

Mas é estranho o afastamento? Não. Não é a primeira, acredito que não será a última – a eleição de Ednaldo tem sido mantida por meio de despachos de ministro do STF. Vai voltar, vão dar um “jeitinho”. A não ser que o trem esteja bem feio, hora ou outra algumas coisas serão esquecidas, sob o olhar distante de quem há pouco foi anunciado. E agora? Será que Carlo Ancelotti vai mesmo assumir a amarelinha? O campo é minado!

Minado como é o futebol brasileiro desde sempre, mas que parece deteriorar a cada dia, principalmente nos últimos 20 anos. Não houve um presidente da CBF que não tenha tido problemas com a justiça. Quando não por um motivo, por outro. Houve quem foi preso fora do país e hoje está mais escondido que chefe de milícia. Estão todos vivos, inclusive. Uns com 80, outros com mais de 90… mas passaram ali sem deixar saudade alguma. Aliás, deixaram foram problemas e nenhuma credibilidade.

Num futebol onde a gestão é pífia, estranha e até criminosa – ninguém foi acusado ou preso sem o mínimo de provas -, o que dizer do futebol do país? Uma porcaria. A cada dia vemos clubes denunciando outro por comprar e não pagar, inclusive clubes que também não pagam. Ou seja, uma falcatrua atrás da outra, de dirigentes que reclamam quando são visivelmente roubados, mas não se pronunciam quando são beneficiados, numa hipocrisia nojenta e fétida; de caras de pau que assumem clubes e deixam dívidas milionárias com a cara mais lavada do mundo; outros que somem do mapa depois de assaltar os times e nada acontece. Não é preciso citar nomes: as páginas policiais estão aí para ser consultadas.

E agora? Como fica a CBF e o futebol brasileiro? Pior não tem como, já está no fundo do poço. Mas há quem insista em cavar para baixo. Ancelotti, pense bem onde está amarrando seu burro!

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João Vitor Viana

João Vitor Viana é jornalista formado, advogado e pós-graduado em marketing

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