Durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou recados a Donald Trump e criticou ações que, segundo ele, atacam o Judiciário brasileiro. Lula condenou a ideia de anistia para quem ameaça a democracia e afirmou que “nossa democracia e soberania são inegociáveis”.
O presidente destacou que a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe transmite uma mensagem clara ao mundo sobre a defesa da democracia no Brasil. Lula também defendeu a regulação das redes sociais, alertou para os riscos das mudanças climáticas e convidou os líderes presentes à COP30, em Belém (PA).
Principais pontos do discurso:
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Condenação de Bolsonaro reforça soberania e democracia brasileiras.
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Defesa da regulação das redes sociais.
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“Nada justifica o genocídio em Gaza”, afirmou o presidente.
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Convite aos países para a COP30 e alerta sobre mudanças climáticas.
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Defesa do multilateralismo e reforma da ONU.
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Criticou agressões ao Judiciário e a atuação de “falsos patriotas”.
Lula também criticou, indiretamente, a política externa e tarifária adotada pelos EUA. Ele ressaltou que sanções arbitrárias e intervenções unilaterais têm se tornado cada vez mais comuns, ligando isso à crise do multilateralismo e ao enfraquecimento da democracia.
O discurso ocorreu um dia após os Estados Unidos anunciarem novas sanções financeiras e a revogação de vistos de autoridades brasileiras, incluindo o advogado-geral da União Jorge Messias e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Sobre a situação em Gaza, Lula lamentou a ausência do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e afirmou que “os atentados do Hamas são indefensáveis, mas nada justifica o genocídio em curso na Faixa de Gaza”.








