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Morre Lô Borges: o menino do Clube da Esquina que levou Minas ao mundo

Morreu, neste domingo, o cantor e compositor Lô Borges, um dos nomes mais brilhantes da música brasileira. O artista mineiro, que ajudou a fundar o lendário Clube da Esquina, deixa um legado que ultrapassa gerações, com obras marcadas pela poesia, pela delicadeza e pelo sotaque inconfundível de Minas Gerais.

Nascido em Belo Horizonte, Lô cresceu cercado de sons e amigos que mudariam para sempre a história da MPB. Ao lado de Milton Nascimento, Beto Guedes, Tavinho Moura, Fernando Brant e tantos outros, criou uma sonoridade própria, mistura de rock, jazz, bossa nova e das montanhas mineiras. Seu nome ficou gravado para sempre com o disco duplo “Clube da Esquina” (1972), parceria com Milton, e com seu icônico “Disco do Tênis”, lançado no mesmo ano, ambos considerados obras-primas.

Canções como “O Trem Azul”, “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”, “Tudo Que Você Podia Ser” e “Paisagem da Janela” continuam embalando gerações, traduzindo o sentimento mineiro em melodia e poesia.

Torcedor apaixonado do Cruzeiro, Lô Borges nunca escondeu o amor pelo time e por Minas. Cantava com o coração voltado para sua terra, mesmo quando o mundo o aplaudia. Sua música sempre foi um retrato fiel da alma mineira: introspectiva, afetiva e universal.

Hoje, o silêncio que fica é o de uma montanha que perde um de seus sons mais bonitos. Lô Borges partiu, mas sua voz e seu violão seguem ecoando nas esquinas do Brasil.

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João Vitor Viana

João Vitor Viana é jornalista formado, advogado e pós-graduado em marketing

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