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Média de 7 assassinatos por dia! 2025 registrou essa marca, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública

Em 2025, Minas Gerais registrou uma média de sete assassinatos por dia, segundo dados compilados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Ao longo do ano passado, 2 663 pessoas foram vítimas de mortes violentas no estado, incluindo homicídio doloso, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte — número que representa, na prática, uma ocorrência de morte violenta a cada cerca de 3 h e 30 min no território mineiro.

Apesar da gravidade desses números, o estado observou uma queda de 12,46 % nos homicídios e crimes correlatos em comparação com 2024, o que indica uma redução considerável na violência letal. Mesmo assim, Minas Gerais permanece na quinta posição entre as unidades da federação com mais registros desse tipo de crime, reforçando a persistência de desafios significativos na área de segurança pública.

O levantamento do MJSP revela ainda que a distribuição das mortes violentas no estado não é uniforme: as maiores concentrações ocorrem nas cidades mais populosas. Belo Horizonte liderou o ranking municipal, com 318 assassinatos, seguida por Betim (110), Contagem (104), Governador Valadares, Ribeirão das Neves, Uberlândia, Araguari, Santa Luzia, Divinópolis e Juiz de Fora entre os dez municípios com mais casos.

A tendência de queda em Minas acompanha um cenário nacional de redução de homicídios e mortes violentas, que pelo quinto ano consecutivo registrou números menores em 2025 em comparação com 2024, segundo o MJSP. No Brasil inteiro, foram contabilizadas 34 086 mortes violentas em 2025, ante 38 374 no ano anterior, o que aponta para uma retração gradual dos índices de violência letal.

Especialistas em segurança pública atribuem parte dessa tendência a políticas integradas de prevenção e combate ao crime, além de mudanças operacionais nas forças de segurança e em ações de inteligência policial. No entanto, os números ainda elevados em Minas Gerais mostram que a redução não é uniforme e que a violência permanece como uma das principais preocupações da sociedade e das autoridades estaduais.

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