Movimentos sociais e sindicatos se reuniram na manhã desta quarta-feira (5) em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais para protestar contra a proposta de emenda constitucional (PEC) que elimina a exigência de referendo popular para a privatização da Copasa. A votação em segundo turno está prevista para ocorrer ainda hoje.
O ato foi organizado pelo Sindágua, sindicato dos trabalhadores da estatal de saneamento, e conta com o apoio de entidades como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Atingidos pela Mineração (MAM). No mesmo local, também ocorre uma manifestação em memória dos dez anos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana — tragédia que deixou 19 mortos e marcou o país como o maior desastre ambiental de sua história.
Entre os participantes, estão confirmadas as presenças dos ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Macaé Evaristo, dos Direitos Humanos. Cartazes exibem os rostos e nomes dos deputados que votaram a favor da PEC no primeiro turno, enquanto os manifestantes entoam palavras de ordem contra o governador Romeu Zema (Novo), defensor da privatização.
Um painel “instagramável” com fotos dos parlamentares pró-privatização foi montado em frente à Assembleia, simbolizando a resistência à venda da Copasa e reforçando o debate sobre o controle público dos serviços essenciais em Minas.








