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Lutar, lutar, lutar… quando a torcida, em massa o faz, boa coisa não vem

Eu sou daqueles que pensa que torcida é aquela que vai ao estádio, aos bares, vê de casa ou em clubes, incentivando o time a vencer. Ou então aquela que cobra, exige e pede um comando, dentro da política democrática e do limite dos direitos. Nada além. Quando vejo torcida brigando “por uma causa” e comentendo crimes “segundo suas próprias convicções”, aí já não estamos falando de torcedores. Coloquem o nome que quiserem, mas torcida não é.

Esses dias viralizou nas redes uma torcida do Cruzeiro lutando diversas artes marciais. A pergunta: para que? Brigar? Se defender? Sinceramente, quando vejo uma torcida, em massa, fazendo algo desse tipo, coisa boa nunca veio nem virá à mente. Podem alegar o que quiserem. Como sou da paz, saber lutar essa ou aquela modalidade, no contexto de grupo de torcedores, nunca serei convencido que isso cheira bem.

E já é bom o Ministério Público, polícias Militar e Civil e autoridades cientes disso.

Mais que fazer a luta ou “aprimorar as técnicas de combate” é divulgar. E estádio, lugar de torcida e família, não é para ver esse tipo de coisa, de batalhas campais, que arriscam vidas de inocentes e, por vezes, de maneira fatal.

E mando um recado às autoridades: não é banindo torcida que esse tipo de torcedor deixa de ir ao campo. Lá dentro todos se juntam, ecoam as músicas da torcida, vestem a camisa que querem e fazem o que quiserem. A revista no Mineirão e demais estádios brasileiros é ridícula, as pessoas entram com o que quiserem – haja vista os sinalizadores e outros itens – e os demais que se virem.

Inventaram uns seguranças particulares que nada fazem e que nem servem como “Posso Ajudar”.

Enquanto isso, grupo de pessoas, para mim, mal intensionadas, estão desenvolvendo suas técnicas de lutas. Tudo para dizer que são isso e aquilo e é por isso ou aquilo. Mas como disse, isso não é torcedor.

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João Vitor Viana

João Vitor Viana é jornalista formado, advogado e pós-graduado em marketing

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