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Guerra é a briga em que ninguém tem razão

Rússia x Ucrânia, Israel x Palestina, Israel x Irã: seria muito bom que esses confrontos fossem por alguma modalidade esportiva, cujo cenário vai muito além do político ou histórico. Contudo, falamos de guerras entre nações, em que, ainda que algum país tenha uma mínima razão, todos estão errados. E explico.

Quem tem a audácia de jogar míssil contra outro país sabe que está envolvendo civis que nada têm a ver com a história, num confronto que ninguém pediu. Não a maioria. Assim, ainda que seja como defesa, ao jogar um explosivo contra alguém, é abdicar de um direito que se tem ao ser ameaçado. Medir forças, envolvendo inocentes, não é se defender.

Tão errado é colocar razões para um confronto balístico. Não há. Se um país faz algo que não é de concordância da maioria, não é jogando míssil que isso mudará. Ao menos é como penso.

Sempre fui do lado do discurso, da conversa. Ainda que elas sejam difíceis. Mas já vimos encontros entre inimigos históricos, como EUA e Rússia e até mesmo entre Israel e Palestina, tempos atrás. É possível, democraticamente, resolver problemas. Contudo, o maior dos problemas é o ego; o espírito mercantilista; a necessidade de agregar riquezas, ainda que com outras desculpas; entre outras questões. Isso faz com que contratos sejam quebrados, apertos de mãos sejam desfeitos e guerras aconteçam.

Ou seja, questões pessoais fazem com que uma maioria, inocente, pague por elas. E os líderes, que chegaram ao poder por questões democráticas ou não, continuam seguindo aquilo que somente eles – e o grupo próximo – pensam. Todos os dias devem acordar ligando o “dane-se” – para não dizer algo mais vulgar – ao mundo. Mas como “donos do poder”, que são, não baixam crista, não conversam. Talvez por acreditar que assim se fazem frágeis. E não ligam para quem realmente é a parte mais fraca da corda: a população.

Dessa forma e à distância, vamos acompanhando os confrontos pelo mundo, torcendo para que eles acabem, o quanto antes, para que mais pessoas não tenham que pagar por pensamentos individuais e vis dos próprios líderes.

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João Vitor Viana

João Vitor Viana é jornalista formado, advogado e pós-graduado em marketing

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