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Grupo conhecido como “Marcha Ré” volta a agir e assalta farmácia na Grande BH

Reprodução: Redes Sociais

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga mais um assalto atribuído à “Gangue da Marcha Ré”, que agiu na madrugada desta quinta-feira (8 de maio) em uma farmácia no bairro São Bento, em Belo Horizonte. O grupo, que utiliza veículos em marcha à ré como tática de fuga, já é vinculado a pelo menos sete crimes similares na região metropolitana desde o início de 2025.

Modus operandi repetido

De acordo com as câmeras de segurança, quatro homens chegaram ao local por volta das 3h20 em um carro com placas clonadas. Enquanto dois vigiavam a rua, os outros dois arrombaram o portão com um pé de cabra e recolheram medicamentos de alto valor, como insumos para quimioterapia e antidepressivos controlados. Antes de fugir, os criminosos desativaram o sistema de alarme e levaram o HD das câmeras.

Fuga em ré e rastro de crimes

A alcunha “Marcha Ré” vem da prática de dirigir em marcha à ré por até 1 km após os crimes – uma tentativa de dificultar o rastreamento por câmeras de reconhecimento de placas. O veículo usado no último assalto foi encontrado abandonado horas depois no bairro Aarão Reis, já sem os produtos roubados.

A polícia suspeita que a quadrilha atua em conexão com clínicas ilegais e redes de contrabando de medicamentos. “Eles priorizam remédios de uso contínuo e alto custo, que são revendidos no mercado negro”, explicou o delegado Rafael Campos, responsável pelo caso.

Histórico e alerta às farmácias

A gangue é investigada por assaltos recentes em Contagem, Betim e Nova Lima, sempre em estabelecimentos de pequeno e médio porte. Nas últimas ações, passaram a usar jammers (bloqueadores de sinal) para neutralizar rastreadores dos veículos.

A Associação Mineira de Farmácias (Amifar) emitiu um comunicado recomendando que estabelecimentos reforcem sistemas de segurança, incluindo:

  • Contratação de vigilantes noturnos;

  • Instalação de cofres para medicamentos controlados;

  • Uso de rastreadores com tecnologia imune a interferências.

Andamento das investigações

A Polícia Civil de Minas Gerais analisa imagens de câmeras de prédios próximos e busca identificar possíveis ligações com receptadores da região. A população pode colaborar com informações pelo Disque Denúncia 181.

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