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Equipes de resgate localizam brasileira desaparecida em penhasco de vulcão na Indonésia; operação é dificultada por condições extremas

As autoridades da Indonésia divulgaram na manhã desta segunda-feira (24) detalhes sobre a localização da brasileira Juliana Marins, desaparecida desde o último sábado (22) após sofrer um acidente durante uma trilha no Monte Rinjani, o segundo ponto mais alto do país.

Segundo informações do Parque Nacional Gunung Rinjani, publicadas em seu perfil oficial no Instagram, Juliana foi localizada com sucesso por meio de um drone. A publicitária permanece presa em um penhasco rochoso, a cerca de 500 metros de profundidade, onde aparece “visualmente imóvel”.

Resgate enfrenta terreno hostil e visibilidade reduzida

Duas equipes especializadas de resgate foram mobilizadas para tentar alcançar o local onde Juliana se encontra e verificar a viabilidade de uma nova ancoragem a 350 metros de profundidade. No entanto, os socorristas encontraram duas saliências no relevo que impediram a instalação do ponto de apoio necessário para a descida.

Com isso, as equipes precisaram iniciar a escalada por rotas alternativas, enfrentando condições extremas, como neblina densa, terreno irregular e mudanças climáticas súbitas, que dificultaram ainda mais a visibilidade e aumentaram o risco da operação. Diante da situação, os resgatistas se recolheram temporariamente para garantir a segurança da equipe.

Avaliação e possibilidade de uso de helicóptero

Após a tentativa frustrada, foi realizada uma reunião emergencial por videoconferência com o governador da província de Sonda Ocidental, que orientou a aceleração da evacuação. Ele sugeriu o uso de helicóptero, ressaltando que o resgate está dentro do chamado “Tempo Dourado”, uma janela de 72 horas considerada crítica para salvamentos em ambiente natural.

O chefe do Escritório de Mataram da agência de busca e salvamento Basarnas explicou que o resgate aéreo é tecnicamente possível, mas depende da compatibilidade entre as especificações da aeronave e as características do terreno. Ele também destacou que as rápidas mudanças no clima da região representam um desafio adicional para a operação.

“A equipe permanece de prontidão e comprometida em continuar os melhores esforços em prol da segurança e da humanidade. A natureza deve ser respeitada, a segurança continua sendo o principal fator”, informou o Parque Nacional Gunung Rinjani em nota oficial.

Juliana Marins, de 26 anos, está desaparecida desde o fim de semana. Ela foi vista pela última vez por turistas, através de imagens captadas por drone. A família da jovem, que está no Brasil, acompanha a situação com apreensão e cobra celeridade no resgate.

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