A lacração, falta de vergonha na cara, desrespeito são alguns dos ingredientes lamentáveis que fazem, diariamente, Brasília ser foco de bagunça. Nessa terça-feira, mais do mesmo: a ministra Marina Silva abandonou uma sessão, tensa, após senador dizer que ela não merece respeito. Detalhe: o senador Plínio Valério (PSDB-AM), que fez a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, abandonar uma sessão na Comissão de Infraestrutura do Senado hoje, já disse antes que gostaria de enforcá-la. E respondeu por isso? Não!
Ou seja, amigos e amigas, é o circo que se forma em cima de uma situação, que passa a ser deturpada e vira aquele momento lamentável que não se faz política, mas ceninha para seguidores que amam ver esse tipo de coisa em rede social, para não somente darem duas opiniões (que não foram pedidas), como também passar o ódio adiante. Mais uma cena triste vinda de quem foi eleito e, pelo visto representa nada.
Marina se levantou e foi embora após Plínio Valério dizer que a ministra não merecia respeito. “Olhando para a senhora, estou falando com a ministra, e não com uma mulher”, começou. “Eu sou as duas coisas”, respondeu Marina. “A mulher merece respeito, a ministra, não”, rebateu ele. E assim se transcorreu a “reunião”. Pergunto: até quando políticos terão como escudo a tal imunidade parlamentar, que permite que eles façam e falem o que querem, ainda que seja um crime o que dizem ou se resultem de seus atos? Até quando essa irresponsabilidade vai continuar?
Respondo: sempre. Por que? Quem faz as leis são esses próprios atores de quinta, que fazem não somente do Senado, mas de todo o Congresso Nacional, um palco para as maiores atrocidades, principalmente faladas. Se o Judiciário entra no meio, está invadindo território, segundo eles. Mas olhem o nível que eles próprios se colocam? Absurdo atrás de absurdo, que lametavelmente temos que falar sobre. É uma “Zorra Total” em Brasília: ruim e sem graça!








