O corpo de Juliana Marins, brasileira que faleceu durante uma trilha na Indonésia, deve desembarcar no Brasil nesta terça-feira, 1º de julho. A companhia aérea Emirates confirmou, no início da noite de segunda-feira, que conseguiu antecipar o transporte, após inicialmente prever a chegada apenas no dia seguinte.
Durante a tarde, a previsão da empresa era de que os restos mortais seriam enviados de Bali para Dubai na terça-feira (1º), e então para o Rio de Janeiro na quarta-feira (2), devido a “restrições operacionais”.
Na ocasião, a Emirates divulgou a seguinte nota:
“A Emirates confirma que o corpo de Juliana Marins, cidadã brasileira que faleceu na Indonésia, será transportado para Dubai em 1º de julho e, posteriormente, para o Rio de Janeiro em 2 de julho. A companhia aérea priorizou a coordenação com as autoridades relevantes e outras partes envolvidas na Indonésia para facilitar o transporte, no entanto, restrições operacionais tornaram inviáveis os preparativos anteriores.”
Mais tarde, no entanto, a companhia emitiu um novo comunicado, atualizando a logística:
“A Emirates informa que, em coordenação com a família, novos preparativos foram feitos para o transporte do corpo de Juliana Marins, cidadã brasileira que faleceu na Indonésia. O corpo chegará em São Paulo no dia 1º de julho. A Emirates estende suas mais profundas condolências à família neste momento difícil.”
A mudança no planejamento veio após a família relatar dificuldades no processo de repatriação. No domingo (30), Mariana Marins, irmã de Juliana, usou as redes sociais para criticar a companhia aérea, relatando que o embarque não havia ocorrido sob justificativa de superlotação no compartimento de bagagens.
— O voo que traria Juliana já estava confirmado, com tudo pago e acertado. A saída seria de Bali no domingo, às 19h45. Mas, misteriosamente, o bagageiro ficou “lotado”, e a Emirates informou que só traria Juliana em outro voo, com destino a São Paulo, sem se responsabilizar pela chegada ao Rio. Está muito difícil — declarou Mariana ao jornal O Globo.
Apesar da confirmação do transporte, Mariana expressou nova preocupação após a atualização da companhia:
— Só que esse voo vai fazer Juliana ficar 27h em uma conexão em Bali.
Paralelamente, nesta segunda-feira, a família acionou a Defensoria Pública da União para solicitar à Justiça Federal a autorização de uma nova autópsia assim que o corpo chegar ao país.
O primeiro exame foi realizado no Hospital Bali Mandara, em Denpasar, na Indonésia. Segundo o médico legista Ida Bagus Alit, a morte foi causada por trauma decorrente de fraturas, lesões internas e hemorragia intensa. O laudo apontou que Juliana faleceu cerca de 20 minutos após o impacto, embora ainda não esteja claro qual das quedas foi fatal.








