Com os olhos do mundo voltados para Belém (PA) durante a COP30, Contagem aproveita o momento para destacar iniciativas que fortalecem a sustentabilidade local. Entre elas, a expansão das usinas fotovoltaicas instaladas em prédios públicos, que reduzem custos, diminuem emissões e preparam a cidade para um futuro mais resiliente às mudanças climáticas.
A energia solar, uma das principais fontes limpas e renováveis do planeta, já abastece sete unidades públicas no município. A primeira usina foi instalada em 2022, na sede da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Desde então, outras seis unidades passaram a operar em escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis).
Segundo o assessor da Semad, Eduardo Moraes, a iniciativa representa um marco na gestão ambiental municipal. “Ao gerar a própria energia, reduzimos a dependência da matriz elétrica convencional e as emissões de gases de efeito estufa. Também incentivamos que outras instituições públicas adotem práticas semelhantes”, explica. A medida integra as metas do Plano Local de Adaptação Climática (Plac) e do Programa de Transição Energética das Cidades (Ptec).
Os resultados já são visíveis. A usina da Semad, com 80 painéis, produz cerca de 2,5 mil kWh mensais, parte utilizada em outros prédios públicos. Desde sua instalação, gerou entre 60 e 65 mil kWh.
Na educação, o impacto é ainda maior. O Cemei Confisco, inaugurado em 2024, possui 106 placas e gera cerca de 5.055 kWh por mês — energia excedente que abastece duas outras escolas. Já o Cemei Conquista Veredas opera com produção média de 4.500 kWh, compartilhando o excedente com duas unidades vizinhas. Outras escolas recém-inauguradas replicam o modelo, ampliando a economia e a sustentabilidade.
Entre abril de 2024 e setembro de 2025, a Secretaria de Educação economizou R$ 26,8 mil em energia. Para o secretário Lindomar Diamantino, o projeto vai além da economia: “Construímos escolas que cuidam do meio ambiente e também educam para o futuro. As crianças aprendem, de forma prática, de onde vem a energia que utilizam.”
Além dos benefícios financeiros e educativos, os impactos ambientais são significativos. A usina da Semad evita a emissão de 2,47 toneladas de CO² por mês — o equivalente à preservação de mais de 2,3 mil árvores por ano. As usinas da Seduc, juntas, evitam cerca de 16 toneladas mensais, equivalentes a 16 mil árvores preservadas anualmente.
O uso doméstico da tecnologia também cresce. No bairro Santa Edwirges, o morador Gabriel Chaves instalou placas solares em casa e destaca a mudança de percepção: “Quando você vê que o sol pode abastecer tudo, entende o poder dessa energia. É economia, consciência e contribuição real para o planeta.”
Com investimentos contínuos e resultados expressivos, Contagem se consolida como referência em transição energética e práticas de sustentabilidade urbana — em sintonia com os debates que pautam a COP30 e o futuro climático global.








