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Brasil conquista Copa América Feminina em final histórica contra a Colômbia

Em uma das finais mais emocionantes da história da Copa América Feminina, o Brasil venceu a Colômbia nos pênaltis por 5 a 4, após empate em 4 a 4 no tempo normal e na prorrogação, e levantou o troféu continental pela nona vez. A partida, realizada neste domingo, entrou para o hall das grandes decisões do futebol sul-americano, com direito a viradas, golaços, drama e brilho da eterna camisa 10: Marta.

O jogo foi marcado por uma intensa troca de gols e momentos de pura tensão. A Colômbia abriu o placar com Linda Caicedo ainda no primeiro tempo, mas o Brasil empatou com um pênalti convertido por Angelina, após falta de Carabalí em Gio. Na segunda etapa, a equipe colombiana voltou à frente com um gol contra de Tarciane, mas Amanda Gutierrez igualou o placar. Mayra Ramírez recolocou as colombianas em vantagem, e, quando tudo parecia perdido, Marta apareceu no último lance com um golaço de fora da área, forçando a prorrogação.

Na etapa extra, Marta virou o jogo para o Brasil aos 14 minutos do primeiro tempo, mas Leicy Santos, em cobrança de falta perfeita, empatou novamente para a Colômbia, levando a decisão para os pênaltis.

Drama nos pênaltis e redenção brasileira

Nas penalidades, Angelina e Marta desperdiçaram suas cobranças, deixando a torcida brasileira apreensiva. Do lado colombiano, Paví isolou sua batida, e a goleira Lorena brilhou ao defender os chutes de Leicy Santos e Carabalí, garantindo a taça para o Brasil. Marta, que teve a chance de encerrar a partida nos pênaltis, admitiu o nervosismo após perder sua cobrança.

— Eu estava ali pedindo a Deus que não me castigasse tanto. Tive a chance de fechar com o título e perdi. Voltei muito abalada, mas essas meninas maravilhosas não me deixaram cair. Confiaram até o fim que a gente iria conseguir, e a Lorena foi brilhante — disse Marta, emocionada, em entrevista ao Sportv.

Despedida com glória

Aos 39 anos, Marta se despede da Copa América com o tetracampeonato no currículo — os anteriores foram em 2003, 2010 e 2018. Eleita a melhor jogadora da edição 2025, ela encerra sua participação no torneio com uma atuação decisiva e emocionante, coroando uma carreira marcada por títulos, talento e liderança.

Colômbia confirma evolução

Apesar da derrota, a seleção colombiana consolidou sua posição como a segunda força do futebol feminino na América do Sul. Linda Caicedo, com apenas 20 anos, foi um dos destaques da competição e demonstrou maturidade nos momentos decisivos. Ela marcou o primeiro gol da final, deu assistência para o terceiro e sofreu a falta que originou o quarto, marcado por Leicy Santos.

Uma final para a história

A final da Copa América Feminina 2025 entra para a história não apenas pelo alto nível técnico, mas também pela emoção do início ao fim. Um verdadeiro carrossel de gols, reviravoltas e estrelas brilhando em campo. No fim, brilhou o verde e amarelo — e brilhou, mais uma vez, Marta.

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