Em resposta aos bombardeios ordenados por Donald Trump contra três instalações nucleares no Irã, o Parlamento iraniano aprovou nesta quinta-feira (20) uma proposta para fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo, segundo a mídia local.
A medida ainda precisa ser ratificada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e pelo líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, para entrar em vigor.
Por que isso importa
O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo negociado no mundo. Seu bloqueio é considerado um forte gesto de retaliação do Irã após os recentes ataques dos EUA.
A região é protegida pela 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, com base no Bahrein, e considerada estratégica para a segurança energética global. Após o anúncio da possível interdição, navios petroleiros foram orientados a redobrar a cautela na área.
Impacto imediato: petróleo dispara
Com o aumento da tensão no Oriente Médio, o preço do petróleo disparou nos últimos dias. Só no primeiro dia de conflito, em 13 de junho, o salto foi de 8%, um dos maiores movimentos diários desde 2022, quando a guerra na Ucrânia abalou os mercados energéticos.
Veja a evolução dos preços entre os dias 12 e 19 de junho:
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️ Brent (referência global): de US$ 69,36 para US$ 78,74 — alta de 13,5%
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️ WTI (referência nos EUA): de US$ 66,64 para US$ 73,88 — aumento de 10,9%
Analistas do JPMorgan alertam que, em um cenário extremo com o bloqueio efetivo do estreito ou retaliação por outros grandes produtores da região, os preços do petróleo poderiam ultrapassar US$ 120 e chegar até US$ 130 por barril.
Histórico de ameaças
O Irã já ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz em diversas ocasiões anteriores, mas nunca concretizou a ação. Um dos episódios mais marcantes ocorreu em 2019, após a decisão de Trump de retirar os EUA do acordo nuclear com Teerã — o mesmo acordo que ele agora tenta renegociar.








