Pop star, presença vip, qualquer coisa que não se relacione ao futebol pode ser – e até é – ligada a Neymar. Dentro de campo, muito pouco pelo tanto que embolsa mensalmente, cerca de R$ 21 milhões. No entanto, a mendicância do Santos e a esperança mendicante de alguns brasileiros servem tão somente para continuar a inflar o ego de quem pouco liga para o esporte, mas que, aos microfones dos fãs jornalistas insiste em falar o contrário. Jorge Jesus estava certo e o tempo está confirmando isso.
Em queda livre durante todo o ano, o Santos não possui a menor condição de ostentar o gasto que tem – ainda que grande parte seja paga por patrocinadores – com um único jogador. É investir o que não tem em quem não vai dar retorno e, pior, colocar junto a ele, um monte de atleta de segundo ou terceiro escalões. Com um planejamento tosco e indecente, o Santos é sério candidato ao rebaixamento à Série B. Pior que isso, daqui um mês, Neymar vai pegar todo o dinheiro ganho praticamente sem jogar e trilhar outros caminhos. Afinal, seu empresário, Neymar pai, afirmou que seu filho “tem mercado” e que não sabe se o Santos consegue ter o jogador por mais tempo. Talvez, a única saída para o Santos sair do buraco é justamente deixar sair quem fz o clube tão somente cavar para baixo.
A idolatria de parte da imprensa e de desesperados por ídolos faz muita gente ainda crer em reviravolta. Mas como diz o “outro”, quando um não quer, não tem jeito. Neymar, como disse a comentarista Ana Thais, não quer mais nada, a não ser ser convocado para a Copa do Mundo, um ideal próprio, egocêntrico e sem o menor sentido, se analisado o que vem rendendo em campo. Se seleção se fizer por rendimento, Neymar não deve, sequer, disputar partidas de Eliminatórias, muito mais a maior competição entre seleções. Contudo, quando há interesse político e econômico e, pior, influência dentro de uma instituição, como é a CBF, desde 2006 vemos que os escolhidos nunca foram os que estavam em melhores condições. Acreditando em Ancelotti, que segundo o novo presidente da entidade, “terá plena liberdade para convocar e escalar”, a tendência é que isso se mantenha. Mas sempre com aquela “pulga atrás da orelha”. Afinal, quando Ancelotti disse que “ligou para Neymar e ele concordou”, isso faz crer que a liberdade pode não ser tanta assim.








