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A psicopatia do futebol passa pela profissionalização do esporte no Brasil

O futebol brasileiro adoece a cada dia. Baseado nos últimos 20 anos, a indecência que tomou conta tanto da gestão – já combalida, mas maquiada por conquistas da Seleção Brasileira – junto às mutretas que o próprio futebol criou, como apostas on-line, máfia do apito e tantos outros escândalos, aquilo que era profissional, virou amador. A arbitragem nunca foi algo lindo, maravilhoso. Mas atualmente é um total descrédito. E olhe que agora há tecnologia. Uma ferrari na mão de um péssimo profissional, que busca pelo em ovo, chifre em cabeça de cavalo ou, simplesmente, nega um lance decisivo. Parece que ” há coisas que se vê, outras que não”. Por isso sempre fui favorável que as investigações em apostas on-line também tivessem como alvo dirigentes, árbitros, jogadores e outros atores do meio, inclusive dirigentes da CBF.

O futebol ficou psicótico e amador. Inacreditável como a má gestão criou um problema gigante, aliado à falta de profissionalismo dos próprios jogadores, que abusam das simulações em campo, com teatros bizarros, dignos de novelas de péssima categoria. Em meio às novas eleições na CBF, que deverá eleger mais um aventureiro, a desconfiança toma conta do país, novamente, beirando a mais uma Copa do Mundo que, ao meu ver, o Brasil será tão somente figurante. É preciso “reprofissionalizar” o futebol no país!

Ah, mas contrataram o Ancelotti!!! Você, leitor, já viu um bom piloto dirigindo um carro velho e sem pneu? Não há mágica! Há, sim, a necessidade de vergonha na cara, ação conjunta dos clubes – que não têm quase nenhuma voz na CBF, se curvando às federações – e uma profissionalização desse futebol ridículo que é jogado no Brasil, que já foi conhecido por ser o “país do futebol”. Hoje, o país da mutreta, do teatro de horrores, da judicialização de presidentes da CBF, da pouca vergonha chamada de “VAR”, dos árbitros fracos e ruins e de times que dão calote igual trocam de roupa. Isso é o futebol brasileiro, que não vai melhorar sobe o comando do novo presidente da CBF, um rapaz que tem de melhor no currículo, ser torcedor do Vasco. Ou seja…

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João Vitor Viana

João Vitor Viana é jornalista formado, advogado e pós-graduado em marketing

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