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Mobilização coletiva garante internação de bebê com bronquiolite em Nova Lima

Mãe de bebê internado em Nova Lima desabafa sobre exposição indevida sobre a repercução nas redes sociais e reforça que a internação foi resultado de um esforço coletivo, não de protagonismos políticos

Um bebê morador do bairro Balneário Água Limpa, em Nova Lima, foi internado com segurança após um quadro respiratório evoluir rapidamente e mobilizar familiares, amigos e representantes públicos. O caso, que poderia ter tido desfecho grave, tornou-se exemplo de como o trabalho conjunto e a agilidade podem salvar vidas.
Inicialmente, a criança apresentou sintomas gripais. No entanto, como ocorre com frequência em bebês recém-nascidos, cuja imunidade ainda está em desenvolvimento, o quadro evoluiu rapidamente para bronquiolite, uma infecção viral das vias aéreas inferiores que exige atenção imediata. Esse tipo de agravamento é comum em crianças pequenas, especialmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios.
Preocupados com a piora clínica, os pais buscaram uma avaliação médica mais detalhada no Hospital Vila da Serra, por meio de consulta particular. Apesar de possuírem plano de saúde, o atendimento não foi autorizado pela operadora, que alegou carência contratual. Além disso, o hospital não tem convênio com a operadora da família, o que inviabilizou o uso do plano.
A equipe médica particular fez o diagnóstico de bronquiolite e, considerando a necessidade de internação, iniciou o processo de transferência via SUS Fácil, sistema estadual que regula vagas hospitalares.

 Mobilização

Às 8h da manhã, a família entrou em contato com o vereador Nilton Cruz, morador da mesma região. De imediato, o parlamentar deu início a uma articulação emergencial. Ele acionou a secretária municipal de Saúde, Alice Neto, e o presidente da Câmara, Thiago Almeida, que atenderam prontamente e se colocaram à disposição.
Nilton também encaminhou sua chefe de gabinete (e advogada), Walquíria Leite, ao hospital para prestar apoio direto à família. Lá, ela obteve acesso à Autorização de Internação Hospitalar (AIH) e outros documentos médicos, que foram enviados à secretária de Saúde.
Com base nas informações clínicas, a Secretaria Municipal de Saúde constatou que, naquele momento, a criança não necessitava de leito de UTI, o que permitiu a imediata disponibilização de vaga na rede pública municipal, no Hospital Nossa Senhora de Lourdes.
A ambulância foi deslocada até o hospital particular com monitoramento médico e suporte de oxigênio, garantindo segurança no transporte do bebê.

Internação e estrutura futura

A criança foi internada ainda no mesmo dia no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, onde permanece em estado estável e sob acompanhamento médico constante.
Ao final do dia, a família enviou uma mensagem de agradecimento:

“Já estamos no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, com todos os cuidados médicos garantidos. Nosso filho está seguro. Agradecemos a todos que se mobilizaram conosco. Foi graças à união de muitos que conseguimos esse desfecho.”

Importante destacar que o Hospital Nossa Senhora de Lourdes já apresentou à Secretaria de Saúde o projeto de ampliação da unidade, que prevê a criação de 10 leitos de UTI neonatal, reforçando o cuidado com recém-nascidos em situações graves.

Exposição indevida e indignação da família

Apesar do desfecho positivo, a mãe da criança, Natália, demonstrou descontentamento com a forma como o caso foi exposto em redes sociais, sem sua autorização:

“Eu não queria que fosse exposto assim. Muita gente ajudou — políticos, amigos, vizinhos. Meu intuito era salvar meu filho, não virar palco de briga política. Me senti usada.” — afirmou a mãe com exclusividade ao Portal31.

Ela ressaltou que buscou ajuda de várias pessoas ao mesmo tempo, em um momento de desespero, e que a internação foi fruto de um esforço coletivo.

 A lição que fica

O caso reforça a importância da resposta rápida diante de quadros clínicos instáveis em crianças pequenas, especialmente recém-nascidos, e evidencia o papel vital da rede pública de saúde quando há cooperação entre os setores.
Também levanta um alerta para a atuação de planos de saúde, que, segundo a Lei nº 9.656/1998, art. 12, devem garantir cobertura para atendimentos de urgência e emergência mesmo durante o período de carência contratual — o que não ocorreu neste caso.
Mais do que qualquer questão técnica ou política, esta história lembra a todos que, quando o foco está na vida, é possível agir com responsabilidade, empatia e eficiência.
A criança permanece internada, estável, e todos torcem para que em breve retorne ao seu lar, com saúde e segurança.

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Walquíria Leitte

Advogada. Especializada em Marketing Politico, Opinião Pública e Comportamento Eleitoral. Direito Civil e Trabalhista.

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Respostas de 2

  1. Já foi resolvido, graças a Deus, isso não e política,a criança já está bem graças a Deus,e meu muito obrigado por todos q ajudaram e que os responsáveis pela saúde coloquem a mão na consciência e olhem mais pela nossa saúde.

  2. Eu lamento o ocorrido mas essa mãe entrou em contato com várias pessoas ao mesmo tempo e todos tentaram ajudar de alguma forma Não sei o que aconteceu agora priorizar alguém por isso que e desnecessário Eu Parabenizo ao VEREADOR que totalmente se moveu para ajudar essa mãe no mais todos se apoia na Política Por acreditar na política..

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