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Definição de Marília ao Senado fortalece o PT em Minas

A costura estadual junto ao governo federal, enfim, deu resultado: a prefeita de Contagem, Marília Campos, foi a escolhida do Partido dos Trabalhadores (PT) para ser a cabeça-de-chave para o Senado. As eleições serão em outubro e Marília, por isso, terá que deixar o Executivo municipal até o da 4 de abril.

A tarefa foi árdua. Mesmo com Marília tendo um trabalho muito bem avaliado em Contagem – ela está no seu quarto mandato como prefeita -, não bastava ao partido para bater o martelo, principalmente por haver nomes não apenas do PT, mas de partidos coligados, desejosos pela oportunidade. Reuniões e mais reuniões tiveram que ocorrer, alguns precisaram desistir da queda de braço e, outros, foram convencidos com outros convites.

Um dos maiores entraves para Marília, de acordo com algumas pessoas que conversei, era Alexandre da Silveira, ministro de Minas e Energia, que já foi testado nas urnas, mas acabou não saindo vencedor. Alexandre chegou a assumir o posto de senador por um tempo, substituindo Antônio Anastasia, que foi para o Tribunal de Contas da União. Contudo, sem ser muito conhecido, acabou não logrando exito quando disputou a pasta. Sendo uma vaga, Cleitinho saiu vencedor. Agora, com duas, ele chegou a manifestar interesse em tentar o posto novamente. Mas acabou sendo convencido, internamente, que Marília é um nome melhor, mais bem aceito. As pesquisas recentes, inclusive, mostram isso. Silveira, assim, passa a ser um forte nome para composição de chapa para o governo de Minas ou, até mesmo, ser cabeça-de-chapa.

O monopólio do discurso de Lula em Minas ficou com Marília Campos, que tem se destacado no Executivo mas tem experiência no Legislativo: foi deputada estadual em três oportunidades. Conhecida no Estado, é um forte nome para angariar uma das duas vagas para o Senado em outubro de 26. Para tanto, precisará fazer outras costuras, agora externas, para levar o seu nome em outros locais. Afinal, para ser eleita senadora, Marília, que teve 180 mil votos para prefeita em Contagem, sendo a prefeita mais bem votada do Brasil, agora, precisará de milhões. Em 2022, Cleitinho foi eleito com mais cerca de 4.200.000 votos. Alexandre da Silveira teve 3.600.000. Marcelo Aro, terceiro, teve pouco mais de 2.000.000 de votos.

A corrida eleitoral já começou e o PT, após um tempo, volta a ter um nome forte para a disputa e se fortalece, novamente, ao pleito de outubro. A última vez foi com Dilma Rousseff, hoje presidenta do Brics. Na oportunidade ela, que era cotada como favorita, acabou ficando na quarta posição, com cerca de 2.700.000 votos.

Adversários

O PT, além de contar com uma votação expressiva de Marília Campos, também está de olho na outra vaga. Isso porque, nesse caso, Minas teria mais senadores da situação – em uma eventual reeleição de Lula – do que oposição. Hoje isso não acontece, sendo Cleitinho e Carlos Viana de oposição e, Rodrigo Pacheco, de situação. Pacheco não vai concorrer à reeleição, sendo, ainda, cogitado como nome ao governo estadual. Como adversários por uma cadeira em Brasília surgem possibilidade como o próprio Carlos Viana, também bem cotado em pesquisas, Áurea Carolina, Aécio Neves e Marcelo Aro também são possibilidades ventiladas.

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