Sete anos após o rompimento da barragem da Vale na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais concluiu oficialmente as buscas por vítimas do desastre que marcou o país em 25 de janeiro de 2019. A operação, considerada a maior da corporação, durou 2.558 dias e envolveu milhares de militares, equipamentos especializados, cães farejadores e diversas estratégias de varredura para encontrar corpos e restos humanos na área atingida.
Ao longo desses sete anos, 100% dos mais de 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos despejados pela barragem foram examinados, e 268 vítimas foram localizadas e identificadas nas áreas onde a lama avançou. No entanto, duas pessoas que desapareceram no rompimento ainda não foram encontradas: o engenheiro mecânico Tiago Tadeu Mendes da Silva e a estagiária Nathália de Oliveira Porto Araújo.
A tragédia da barragem da Vale deixou oficialmente 270 mortos, entre trabalhadores da mineradora, moradores, visitantes e prestadores de serviço — número ainda lembrado com dor por familiares e comunidades. Mesmo com o encerramento das buscas de campo, os trabalhos de identificação de fragmentos humanos encontrados continuam a cargo da Polícia Civil de Minas Gerais.
Ao completar sete anos, a memória do desastre segue viva em homenagens, reflexões e na cobrança por justiça, além de reforçar debates sobre segurança de barragens, reparação às vítimas e responsabilidades dos envolvidos.








