A greve dos garis que afetou a coleta de lixo em bairros das regiões Leste, Nordeste e Noroeste de Belo Horizonte terminou nesta quarta-feira (21), após três dias de paralisação. O movimento, que começou na segunda-feira (19), havia interrompido a coleta domiciliar de resíduos em parte da capital mineira e deixado ruas tomadas por lixo acumulado, causando incômodo à população.
A decisão de encerrar a paralisação foi tomada em uma reunião que reuniu representantes dos garis, o sindicato da categoria, a Prefeitura de BH, a empresa Sistemma Serviços Urbanos, responsável pelo serviço, e o Ministério Público do Trabalho. No encontro, foi firmado um acordo que prevê melhorias nas condições de trabalho e ajustes em direitos reivindicados pelos trabalhadores.
Entre os principais pontos do acordo estão a regularização das equipes de coleta com quatro garis por caminhão, medida considerada crucial para reduzir a sobrecarga nas jornadas de trabalho; a antecipação do pagamento do vale-alimentação para o dia 1º de cada mês; o pagamento em espécie do vale-transporte junto ao salário; e a manutenção adequada da frota de veículos utilizados na coleta. Além disso, houve compromissos de regularizar os depósitos do Fundo de Garantia (FGTS) e garantir estabilidade no emprego por 45 dias após a suspensão da greve.
A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) informou que, mesmo durante a greve, manteve um plano de contingência com garis e caminhões adicionais para assegurar parte da coleta e evitar transtornos maiores aos moradores das áreas afetadas. Na terça-feira (20), por exemplo, apenas cerca de 30% do lixo normalmente recolhido foi retirado, segundo dados da própria SLU.
Com o acordo firmado, a expectativa é que a coleta de resíduos volte ao ritmo normal ainda nesta semana, enquanto a prefeitura e a empresa monitoram o recolhimento dos resíduos acumulados nas vias públicas.








