Com a chegada das festas de fim de ano e do período de férias, os hospitais de todo o país enfrentam a queda no número de doações de sangue e, em Contagem, a situação já é preocupante. No Complexo Hospitalar de Contagem (CMI), os estoques operam atualmente com apenas 21% da capacidade, com falta de diversos tipos sanguíneos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 1,4% da população brasileira doa sangue regularmente, percentual que, embora esteja dentro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), não consegue atender à demanda crescente, especialmente no fim do ano, quando aumentam os atendimentos de urgência e diminuem as doações.
A médica hematologista do Hospital Municipal de Contagem (HMC), Andrommeda Luciana Couto Moreira, alerta que a redução dos estoques impacta diretamente a assistência hospitalar. De acordo com ela, crescem nessa época os casos de acidentes de trânsito, violências, cirurgias de urgência, partos de alto risco, atendimentos a prematuros e tratamentos de pacientes com doenças hematológicas. “O sangue não tem substituto. Ele só existe graças à solidariedade do doador”, ressalta.
A especialista reforça que a doação é simples, rápida e segura, podendo salvar até quatro vidas. Atualmente, Contagem não possui posto próprio de coleta e mantém parceria com o Hemocentro de Betim, responsável pelo abastecimento do HMC. Para contribuir, os doadores devem informar que a doação é destinada ao Hospital Municipal de Contagem.








