Na manhã desta terça (2), a alta sociedade mineira despertou com um déjà-vu daqueles. Entre cafés reforçados e timelines agitadas, um nome conhecido voltou a circular e, de novo ele, Marcos Valério, o publicitário que ganhou fama nacional como operador do Mensalão, reapareceu como personagem central de uma operação que sacudiu Minas.
A movimentação começou cedo: viaturas, auditores, promotores e um entra e sai digno de evento badalado, só que nos endereços de atacadistas, supermercados e empresas espalhadas pela Grande BH e Centro-Oeste do estado. O MP, a Receita e as polícias estiveram lado a lado investigando um suposto esquema que, segundo as autoridades, teria desviado mais de R$ 215 milhões em ICMS.
No roteiro nada glamouroso da Operação Ambiente 186, surgem as chamadas “barrigas de aluguel”, empresas abertas apenas para emitir notas frias e simular vendas interestaduais. Enquanto os papéis circulavam, as mercadorias, dizem as investigações, ficavam por aqui mesmo, abastecendo redes conhecidas e turbinando lucros.
Celulares, documentos, computadores e até veículos de luxo – porque, claro, luxo não pode faltar – foram apreendidos. E a lista de alvos passa das três dezenas, com mais de 100 empresas sob suspeita.
Enquanto isso, os corredores do poder comentam: como sempre, muita gente surpresa… e muita gente nem tanto. Afinal, quando o assunto é operação fiscal de grande porte, parece que Minas já até reconhece os protagonistas antes mesmo de o enredo começar.
E assim, no vaivém das manhãs movimentadas, fica impossível não notar: na crônica do dia, lá estava ele… de novo ele.








