O circo da CBF ganhou dois palhaços de luxo nesta semana: Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira. Convidados para discutir “futuro e desenvolvimento do futebol brasileiro”, os dois ex-treinadores resolveram dar um show de vergonha alheia. O que era pra ser um debate técnico virou um festival de xenofobia explícita, o mesmo tipo de discurso ultrapassado que Vanderlei Luxemburgo já vem denunciando há anos.
Leão, com seu eterno ar de “professor de moral do vestiário”, destilou desprezo por técnicos estrangeiros, como se o futebol brasileiro ainda vivesse de 2002 pra trás. Já Oswaldo, aquele que colecionou mais demissões do que títulos, engrossou o coro da mediocridade, tentando justificar o fracasso da velha geração de treinadores com o velho discurso de “defesa do profissional brasileiro”.
Mas sejamos francos: se temos hoje técnicos e jogadores de fora é porque o futebol mundial é plural. E isso é ótimo! O aprendizado vem da troca, do olhar diferente, da evolução que o orgulho ferido de alguns tenta impedir. Enquanto Leão e Oswaldo se apegam ao passado, o futebol se reinventa, com estrangeiros que estudam, inovam e respeitam o jogo como ciência.
A verdade é dura, mas simples: o problema não é o “gringo”, é o atraso de quem se acha dono do campo e não percebe que o mundo mudou. E se o Brasil quiser voltar a ser referência, precisa aprender, inclusive com quem vem de fora. Porque o verdadeiro vexame não está nas derrotas em campo, mas nas ideias mofadas que ainda tentam comandar o futebol brasileiro. Pior de tudo: tudo isso em frente ao técnico da Seleção, que é um italiano. Ridículo!








