O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados iniciou nesta terça-feira (23) a análise de um processo que pode levar à cassação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eduardo está afastado do cargo desde abril e atualmente reside nos Estados Unidos.
Segundo a bancada do PT, que apresentou o pedido, Eduardo tem se dedicado a difamar instituições brasileiras, com críticas direcionadas especialmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e seus ministros. A sigla também acusa o deputado de tentar influenciar autoridades norte-americanas a aplicar sanções contra integrantes do STF, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal, em represália às investigações envolvendo seu pai e aliados.
Eduardo Bolsonaro responde a quatro representações que podem resultar na perda de seu mandato. Uma dessas ações foi pautada pelo Conselho nesta terça-feira.
Mais cedo, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou a indicação de Eduardo para a liderança da Minoria na Casa. A escolha pelo PL tinha como objetivo contornar uma possível cassação por faltas. Motta se apoiou em parecer da Secretaria-Geral da Mesa (SGM), que afirmou que, embora parlamentares possam participar remotamente de votações pelo aplicativo Infoleg, isso não dispensa o comparecimento presencial às sessões.
A decisão do presidente da Câmara ocorre um dia após a Procuradoria-Geral da República denunciar Eduardo Bolsonaro e o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo por tentativas de interferir nos EUA no julgamento do ex-presidente Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.








