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Suspeito de matar gari em BH nega autoria do crime

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (12), a Polícia Civil de Minas Gerais anunciou que Renê Junior, preso no dia anterior como suspeito do assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, negou ter cometido o homicídio.

Ele afirmou ainda ser marido da delegada Ana Paula Balbino Nogueira, da corporação, e garantiu que não possuía porte de arma. A servidora, por sua vez, entregou voluntariamente as armas de uso particular e corporativo para perícia — procedimento que durará 10 dias.

A prisão preventiva do empresário foi mantida com base em depoimentos de testemunhas, análise de imagens de câmeras de segurança e identificação do calibre da arma utilizada — todos indícios que vinculam o suspeito ao crime.

A Polícia Civil instaurou um procedimento administrativo disciplinar para apurar o eventual envolvimento da delegada, que permanece em exercício até que a corregedoria decida sobre sua responsabilidade.

Renê também negou ter estado no local do crime, alegando que saiu de casa no dia da ocorrência e enfrentou trânsito ao se deslocar até sua empresa em Betim, onde permaneceu até determinado horário. Ele confirmou que a esposa guardava as armas de fogo em casa.

O caso seguirá em segredo de Justiça a partir de decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), conforme requerimento aprovado nesta terça-feira.

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João Paulo Guimarães

Jornalista especializado em cinema e linguagem audiovisual.

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