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Melissa deixou rastos monstruosos na Jamaica

O furacão Melissa, de categoria 5 – o nível máximo na escala Saffir-Simpson -, atravessou a Jamaica na última terça-feira, deixando um rastro de destruição que pode ser visto até mesmo por imagens de satélite. Com ventos que chegaram a 300 km/h, o fenômeno é considerado um dos mais intensos já registrados no Caribe.

Dois dias após a passagem do ciclone, autoridades jamaicanas ainda contabilizam os danos e avaliam o número de vítimas. Casas foram completamente destruídas, telhados arrancados, estradas inundadas e tomadas por destroços.

— Já vivi três ou quatro furacões aqui. Nunca vi nada assim. Nunca foi tão grave, relatou à AFP Andrew Houston Moncure, dono de um resort em Bluefields, no sudoeste da ilha, região onde Melissa tocou o solo.

Imagens de satélite divulgadas nesta quarta-feira (29) mostram a transformação drástica em cidades como White House, New Hope e Black River, agora cobertas por lama e água. De acordo com a imprensa local, o telhado de um hospital em Saint Elizabeth foi arrancado, e em Saint Catherine o rio Rio Cobre transbordou, derrubando cercas e residências. A região leste, onde fica Kingston, capital do país, foi menos atingida.

Depois de atravessar a Jamaica, o furacão perdeu parte da força e foi rebaixado para categoria 4, mas ainda provocou estragos significativos em Cuba e no Haiti, onde pelo menos 20 mortes foram confirmadas até a noite de quarta-feira.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) alertou que Melissa segue agora em direção às Bahamas, onde deve causar uma tempestade “extremamente perigosa”, antes de alcançar as Bermudas na noite de quinta-feira.

Meteorologistas classificam Melissa como o furacão mais poderoso a atingir a Jamaica desde o início dos registros meteorológicos, superando até mesmo o furacão Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005.

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