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Ao assistir “Conclave”, percebemos os bastidores das eleições na CBF

Quem ainda não assistiu ao filme “Conclave” e, lendo as noticias e colunas de jornalistas hoje, cheguei a uma conclusão: o método de eleição se assemelha muito.

No filme, o cardeal responsável por conduzir o pleito descobre “podres” de alguns favoritos e, expressamente ou nos bastidores, consegue demovê-los ou, ainda, desidratá-los. No fim, escolhe-se alguém que poderia causar algum problema por questões pessoais mas, ao ver que a situação poderia ficar pior, acaba desistindo. Ou seja, na visão do filme e do cardeal, melhor eleger o menos ruim.

O mesmo vale para a CBF. Nomes estão postos na mesa e, agora, precisam angariar os apoios que a lei determina. Samir Xaud apareceu como favorito no início. Hoje, ao final do dia, Reinaldo Carneiro Bastos, da Federação Paulista de Futebol (FPF) apareceu com apoio da maioria dos clubes. Fernando Sarney é outro que pode por o nome até a data máxima determinada por ele mesmo, atual interventor da CBF.

Seja como for, alguns jornalistas já tomaram partido. Ninguém mais fala em Ronaldo, que talvez seria o melhor nome. Apareceram, até aqui, alguns nomes, uns com fortes problemas processuais (Xuad) e outro, não ideal, mas, ao que parece, o menos ruim. Aguardemos. Jornalistas como Juca Kfouri e Paulo Vinícius Coelho já esculhambaram com Xuad na mídia, a famosa desidratação do filme “Conclave”. As investigações e denúncias são fortes. Pior de tudo: dos seis últimos presidentes da CBF, cinco não terminaram os mandatos. As questões são jurídicas e graves. Nesse quesito, pelo que levataram os jornalistas esportivos, Xuad seria a continuidade dos problemas à frente da CBF.

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João Vitor Viana

João Vitor Viana é jornalista formado, advogado e pós-graduado em marketing

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