“Vicissitudes”, em português, tanto no plural como no singular, refere-se a mudanças, alterações ou eventos que se sucedem, especialmente aqueles que são desfavoráveis ou que causam dificuldades. Pode, também, significar a sequência de coisas que se sucedem, a inconstância dos acontecimentos, ou a imprevisibilidade. É um termo que está, obviamente, ligado ao futebol, que no Brasil, mais que em outros locais, preenche todos os pré-requisitos.
Nota-se, porém, que as regras são totalmente mutáveis, assim como o planejamento, contratações e montagem de elenco, discursos e decisões. Olhem bem para Minas Gerais: um Estado que possui dois times de reconhecimento nacional. Ambos, ora um, ora outro, vivem inconstâncias. O que hoje está bem, amanhã pode não estar. Tudo aquilo que foi projetado acaba caindo por terra e, depois, tudo se remonta. Em outros locais também é assim. No Campeonato Brasileiro, aliás, é um tal de trocar treinador que fica até difícil contar tantas mudanças. E pior (ou seria melhor?), um técnico demitido aqui, serve para salvar o time dali, ganha o salário daqui e dali e vida que segue.
Em outras oportunidades, isso também acontece com jogador. Olhem, por exemplo, o “Caso Dudu”. Contratado pelo Cruzeiro a peso de ouro, rescindiu o contrato, vai embolsar R$ 15 milhões e vai atuar, nos próximos anos (se não rescindir de novo) no Atlético. Ganhando de dois times, jogando por um: coisas do futebol, que possui tantas nuances quanto soluções, ainda que as mais imprevisiveis, diariamente.








