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Depois de dois “nãos”, CBF anuncia Ancelotti. Será que vai?

Quem diria que haveria uma reviravolta no namoro da Seleção com Ancelotti? Pois é. Anunciaram, enfim, a contratação do treinador, italiano, de 65 anos, como aquele que irá conduzir o time na Copa de 2026 – ou até o final dela. Serão 14 meses para iniciar um novo processo, que tem sido doloroso nos últimos 20 anos, colecionando vexames, crises e um profissionalismo medonho.

Uma pergunta: será que Ancelotti terá independência para convocar, treinar, modificar e instituir seu estilo na Seleção? Esperemos. Aliás, vamos aguardar o próprio Ancelotti confirmar a informação, assinar o contrato e iniciar, de fato, o novo desafio de sua vitoriosa carreira. Vai que dá para trás e coloca a CBF, de novo, em maus lençóis? Não duvidaria. Aí o senhor Ednaldo poderia pedir música no Fantástico!

De fantástico, aliás, o futebol da Seleção Brasileira não tem nada. E pior, ficou insistindo com Ancelotti – talvez vencendo pelo cansaço e aceitando inúmeras concessões – por causa do senhor Neymar e Neymar pai… dois engodos que a CBF pede benção para 2026. A se imaginar que Neymar, em cinco meses, jogou 9 jogos e, até o final de seu contrato com o Santos, irá fazer, no máximo, mais dois, é querer que Ancelotti, primeiramente, tenha Neymar não apenas entre os convocados como titular. Ou alguém acha que ele não irá, ainda, “Duduzar”? Vai… Jorge Jesus foi vetado pela dupla, com posição ajoelhada do presidente da CBF.

Ou seja: Ancelotti tem dois desafios iniciais: primeiro, aceitar imposições dos midiáticos de X, Instagram e Facebook – entendam, Neymares. Segundo, montar uma base, que Diniz, Dorival, Tite e cia. deixaram podre, sem raízes e nenhum esquema tático. 14 meses para o treinador italiano não apenas “salvar” Ednaldo, que vive de decisões de Gilmar Mendes, e, ainda, trazer a alegria ao futebol brasileiro, há muito perdida.

Quem sabe, com Ancelotti – continuo aguardando o treinador confirmar que acertou mesmo com a Seleção – a cor da camisa passe a não importar e ele possa ser o estopim para que o futebol do país seja, de novo, respeitado? Aguardemos. Mas continuo tendo a opinião de que, ainda que tenha o melhor treinador do mundo, numa bagunça não adianta usar terno.

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João Vitor Viana

João Vitor Viana é jornalista formado, advogado e pós-graduado em marketing

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